A rua tem muita fotografia bacana esperando por você. Pegue estas dicas com o fotógrafo Guives e aproveite muito mais os seus passeios com bons clicks.

 

Eu comecei a fazer da fotografia parte do meu cotidiano há cerca de 3 anos, mas eu sempre estive muito próximo desse universo. Primeiro, por ser diretor de arte em agência de publicidade. O meu dia a dia é pensar no visual de campanhas publicitárias, então, a parte final do processo fotográfico, como a pós-produção e retoque de imagem, já fazia parte da minha rotina. Segundo, foi algo que percebi recentemente. Acho que minha mãe tinha o maior acervo fotográfico de fotos de família que já vi. Minha casa na infância era coberta de fotos nas paredes, estantes, racks. Havia malas e caixas com milhares de retratos que, volta e meia, pegávamos pra ver. Todo mundo da família tinha um porta-retratos com uma foto sua nessa casa. Ou seja, isso estava presente na minha vida durante toda a infância e adolescência sem eu perceber.

 Canon EOS 6D Mark II - EF 70-200mm f/2.8L IS USM — f/6.3, 1/320, ISO 100

 

Até que um dia decidi pegar uma câmera (uma EOS 60D com uma EF-S 18-55mm f/3.5-5.6 IS STM do kit) que estava parada em casa e ir para a rua clicar qualquer cena interessante (e ver o que sairia disso). Fui, e não voltei mais - a experiência foi incrível!  Me senti no controle total do que poderia produzir e livre para experimentar e criar minhas próprias imagens, sem precisar passar por aprovação.

Eu sempre fui muito inquieto e gostei de experimentar e me aventurar em outros universos da arte, tanto que não me restrinjo a fotografia street. Porém, a rua sempre foi um espaço em que busquei inspiração. São tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo que me fascina observar e flagrar cenas em todo esse ambiente. Sou do tipo que adora reparar os detalhes de um graffiti enorme, ou encontrar um adesivo engraçado que alguém colou atrás de uma placa. Meu passatempo no transporte público é prestar atenção nas conversas dos outros. Olho nos olhos as pessoas que cruzam comigo tentando imaginar a história delas. Todo mundo tem uma história. E é isso o que fui buscar quando comecei a fotografar na rua. Pessoas e histórias. 

 

 Canon 6D Mark II - EF 16-35mm f/2.8L II USM — f/2.8, 1/250, ISO 250

 

Quando saio pra uma diária na rua, gosto de ir livre, sem saber o que vou encontrar - e essa sensação é muito boa! Já houve dias em que voltei pra casa com muitas fotos legais, enquanto, outros, voltei sem nenhuma. Eu observo muito até encontrar alguém interessante. Meu primeiro pensamento é valorizar a naturalidade na imagem, por isso, na maioria das minhas fotos de street, eu fotografo sem a pessoa ver.  Ainda acho que é a melhor forma de imprimir total naturalidade do “modelo” em quadro. É um flagrante mesmo. Minha aliada nesse processo é a lente EF 70-200mm f/2.8L USM. Apesar de ser uma lente grande, ela me permite fotografar de longe sem ser invasivo. Então, grande parte dos meus clicks de street são com ela.  

 

 Canon EOS 80D - EF 70-200mm f/2.8L IS USM — f/3.2, 1/100, ISO 200

 

Encontrar uma unidade no trabalho é algo difícil. Todo artista vive essa busca e, no caso da fotografia de rua, a luz é algo que você não controla. É a que tem na hora. Então, enquadramento e composição são elementos Importantíssimos para o meu trabalho. Tento limpar ao máximo o que não é necessário para o quadro, compor bem as linhas do ambiente e criar destaque para o elemento principal com profundidade de campo. As vezes isso acaba acontecendo até inconscientemente. É o conceito de figura e fundo. Os grandes pintores renascentistas já faziam isso desde século XV continuam sendo excelentes referências. 

 

 Canon EOS 6D Mark II - EF 70-200mm f/2.8L IS USM — f/2.8, 1/4000, ISO 500

 

O fato de conhecer bem de pós e retoque me faz imaginar rápido, vendo na imagem que ainda está no visor o resultado final que pretendo atingir nela. Cada imagem é única pra mim. Elas foram feitas em luzes e ambientes diferentes.  Faço um tratamento específico para cada uma. Aplicar presets não funciona. Vejo muitos fotógrafos reclamarem de pós. Eu adoro! Gastos horas mexendo em contraste, altas e baixas luzes, cores e etc, até chegar no look que me deixe satisfeito. Acho que essa soma de detalhes que você segue no seu processo, vai criando, aos poucos, a sua própria identidade. 

Ainda não explorei tantos ambientes quanto eu gostaria. Vivo pensando sobre novos cenários que quero fotografar. Assistir a programas jornalísticos sobre países exóticos é uma tortura pra mim! Mas, acho que o mais importante é a experiência que você vive nesses ambientes em que vai clicar. Gosto de destacar alguns que adoro a energia e sempre me rendem boas imagens, como o centro de São Paulo. Além de uma arquitetura muito bonita, você encontra personagens únicos.

 

 Canon 6Dmark II + EF50mm f/1.8 STM — f/3.2, 1/500, ISO 250

 

Não recuso convites para dar uma volta por lá. Salvador também é um prato cheio. A cidade pulsa cultura, cores, e as pessoas são lindas e carismáticas.  Mas, o lugar que tive a melhor experiência fotográfica, sem dúvida, foi Cuba. Era um país que me chamava atenção desde jovem e tive a chance de passar dez dias conhecendo a cultura e fotografando. Lá é diferente de tudo. As ruas com aqueles carros antigos são cinematográficas, as pessoas simpáticas e receptivas e tudo tem muita história. Eu não parava de disparar a câmera. Foi incrível! 

 

 Canon EOS 6D Mark II - EF 16-35mm f/2.8L II USM — f/4.0, 1/1000, ISO 400

 

Atualmente, eu estou no meu terceiro corpo de câmera que é uma EOS 6D Mark II. Minha primeira Full Frame. Acho que ela me entrega muito bem tudo que preciso. Além de full frame, tem o processador DIG!C 7 e um AF com 45 pontos bem interessante. Não tenho muitas lentes. Sempre que compro uma nova vendo outra. Tenho uma EF 16-35mm f/2.8L III USM, uma EF 50mm f/1.4 USM e uma EF 70-200mm f/2.8L USM.

 Canon EOS 6D Mark II - EF 50mm f/1.8 STM — f/3.5, 1/100, ISO 1000

 

Trocar ideia e discutir sobre processos com outros fotógrafos é sempre enriquecedor. Quando algum mais novo vem conversar sobre começar a produzir, o melhor conselho que dou é: Não espere por ninguém. Vai lá e faz. Quando fizer vai ver o quanto vai te fazer bem. E depois não pare. Faz a câmera ser a sua melhor amiga. Se você vai colocar o pé fora de casa, encare isso como uma chance de fotografar algo.Não pare de estudar e experimentar, também é importante sair da zona de conforto! Eu adoro pensar em soluções diferentes ou usar técnicas novas pra um próximo ensaio. O mundo está aí te oferecendo tantas coisas e possibilidades que não aproveitar isso é um erro enorme.

 

 Canon EOS 80D - EF 70-200mm f/2.8L IS USM — f/2.8, 1/160, ISO 100

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Texto e fotografias por Guives Leal

 

 

 

 

 

 

 

 
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